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Hanseniase

O diagnóstico precoce pode ser feito com o equipamento QST (Quantitative Sensory Testing) ou com o ThermalStim (equipametno nacional).

Sintomas: manchas na pele, dormência, queda de pelos, falta ou diminuição de sensibilidade, caroços e inchaços no rosto e na orelha, dormência e enfraquecimentos dos braços, pernas e pés.

O diagnóstico é clínico, feito através do exame dermato-neurológico, que consiste em um exame minucioso da pele e palpação dos nervos periféricos situados no braços e pernas. Como não é uma doença no sangue, pois o bacilo gosta de temperatura mais fria para se multiplicar, a pesquisa do bacilo de Hansen é feita através de esfregaços cutâneos, por meio de um pequeno corte na pele dos lóbulos das orelhas, cotovelos e lesão (regiões frias do corpo). Além disso, para se confirmar o diagnóstico, pode ser feita biópsia (retirada de um pequeno fragmento) da lesão de pele. As formas clínicas da hanseníase são: Indeterminada (inicial), Tuberculóide (forma de resistência), Dimorfa (grupo intermediário) e Virchowiana (transmissível, avançada). Se os sinais e sintomas estiverem em trajeto de nervos, uma eletroneuromiografia pode ajudar a esclarecer o diagnóstico de hanseníase neural pura.

A hanseníase é causada por um micróbio (bacilo de Hansen), que compromete a pele e nervos. A transmissão ocorre pelas vias respiratórias, no convívio constante com o doente que ainda não começou a ser medicado.

Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, mais fácil será a cura. Se não for tratada, a hanseníase evolui, causando deformidades e seqüelas.

A hanseníase, amplamente conhecida pela designação de “lepra”, parece ser uma das mais antigas doenças que acometem o homem.

A hanseníase não se trata apenas de uma doença infecciosa transmissível capaz de provocar lesões de pele, mas de uma patologia capaz de provocar incapacidades e deformidades relacionadas ao acometimento dos nervos periféricos quando não diagnosticada precocemente e que, responsáveis pelos tabus que envolvem a doença. A maioria da população, ao ser contaminada, oferece resistência ao M. leprae e não chega a adoecer, embora essa situação possa ser alterada em função da relação agente infeccioso / meio ambiente / indivíduo, ocorrendo o adoecimento de parcelas crescentes de indivíduos resistentes em áreas endêmicas (isto é, áreas onde a doença é freqüente na população). Nos indivíduos que adoecem, a infeçção evolui de maneiras diversas, de acordo com a característica da resposta imunológica do hospedeiro (o indivíduo que hospeda o bacilo). Se a resposta imunológica é competente, produz-se uma forma localizada e não contagiosa da doença; se essa competência não é efetiva, desenvolve-se uma forma generalizada e transmissível. Entre esses dois extremos, encontram-se formas intermediárias, refletindo um largo espectro de variações de resistência.

Por ser uma doença primariamente do sistema nervoso periférico (aquele que dá a sensibilidade e força muscular aos olhos, braços, pernas) e secundariamente a pele e outros tecidos, os sinais e sintomas da hanseníase podem ser: manchas ou lesões elevadas esbranquiçadas ou avermelhadas com sensação de “piniqueira”, queimação, ardência, ou mesmo sensação de coceira e em seguida evoluindo com dormência (perda de sensibilidade). Outras vezes placas, caroços vermelhos dolorosos, febre, dor nas articulações (juntas), inchaço nas pernas, obstrução nasal, etc. Além disso, dor em trajeto dos nervos que passam pelos cotovelos, punhos, atrás dos joelhos e tornozelos, com perda da função motora (diminuição da força) de mãos, pés e olhos (pálpebras).

O tratamento indicado é a poliquimioterapia, uma combinação de três drogas, Rifampicina, Clofazimina e Dapsona. Quanto mais precoce for o diagnóstico, a doença pode estar no estágio inicial e o tratamento é mais curto e a pessoa ainda não está transmitindo a doença.Não há vacina específica contra a hanseníase e por isso, é fundamental diagnosticar precocemente e tratar todos os doentes com poliquimioterapia (PQT).